Sobre mim
A minha história
De uma casa na Ceilândia Sul até aqui: trinta anos rezando, escutando e acolhendo as famílias do Distrito Federal.
A origem
Eu nasci em São Paulo, mas a minha vida inteira é Brasília.
Cheguei aqui ainda pequena, com a minha mãe e meus irmãos. Viemos de longe, como tanta gente que construiu esta cidade: com pouca coisa na mala e muita fé no coração. Fomos morar na Ceilândia Sul, e foi ali, nas ruas da QNP 21, que eu me tornei quem eu sou.
Minha avó teve treze filhos. Minha mãe sonhava em ser médica e não pôde estudar. Hoje a minha filha mais velha é médica formada. Três gerações de mulheres para que um sonho se realizasse. É por isso que eu acredito, com toda a minha força, que ninguém está condenado ao lugar onde nasceu.
O chamado
Comecei a servir aos 13 anos, rezando novenas de casa em casa na Ceilândia. Trabalho desde essa idade. Comprei meu primeiro violão com o primeiro salário de carteira assinada.
Aos 19 anos entrei para o ministério de música na Paróquia São Miguel Arcanjo, no Recanto das Emas. E em 1997, sozinha no meu quarto, com algumas notas que eu tinha acabado de aprender, escrevi a minha primeira canção para Jesus.
De lá para cá foram mais de 250 músicas compostas e 12 discos gravados. Canções como “Nada Temas” e “As Muralhas Vão Cair” alcançaram milhões de pessoas. Mas eu nunca cobrei um centavo para cantar para Jesus. Missão não é negócio. Missão é entrega.
Mais de 250 canções compostas e 12 discos gravados em trinta anos de missão.
A comunidade
Há mais de 30 anos eu caminho ao lado do Padre Moacir Anastácio. Foi ele quem me olhou no meio do povo e enxergou em mim algo que eu mesma ainda não via. Foi ele que me incentivou a cantar, a compor, a ter posição firme na vida e na fé.
Juntos fundamos a Comunidade Renascidos em Pentecostes. Começamos pequenos, sem estrutura, com pouco mais do que um sim. E Deus fez o resto.
Hoje a Semana de Pentecostes, no Taguaparque, reúne mais de um milhão de pessoas. Eu estive em todas as edições, e pretendo estar até o dia em que Jesus me chamar.
A psicóloga
Eu me formei em Psicologia pela Universidade Católica de Brasília. E não escolhi essa profissão por acaso.
Eu já enfrentei a depressão. Já vivi a síndrome do pânico. Já estive num lugar onde achei que não havia mais volta. Foi a fé que me sustentou, e foi essa travessia que me deu a missão de ajudar quem passa pelo mesmo.
Por isso eu digo sempre, e faço questão de repetir: depressão não é frescura, não é falta de fé, não é fase. É doença, e doença se trata. Fé e tratamento caminham juntos. Quem está em tratamento, permaneça. Quem está sofrendo calado, procure ajuda.
A mãe
Sou mãe de quatro filhos: Giovana, Daniel, João Pedro e Maria Clara. Três deles são do coração.
Quando a minha família precisou, eu não pensei duas vezes: abri a porta da minha casa e acolhi meus sobrinhos. Eles precisavam sair de uma situação de risco, e eu não conseguiria olhar para o outro lado.
O que aconteceu depois mudou a vida deles, mas mudou muito mais a minha. Eles me ensinaram sobre amor, sobre paciência, sobre o que é família de verdade. E é por isso que eu defendo a adoção com tanta convicção: cada criança acolhida é uma vida inteira que muda de rota.
Casei depois dos 40, com o Renato, que foi seminarista por sete anos. Passei quinze anos como celibatária consagrada antes disso. Nunca é tarde para Deus escrever um capítulo novo.
O projeto Mulher Resiliente
Atendendo mulheres, eu percebi uma coisa: quase todas carregam uma dor que ninguém vê. Elas cuidam de todo mundo, resolvem a vida de todos, sorriem para não preocupar ninguém, e por dentro estão em pedaços.
Comecei com um projeto chamado Chá das Virtudes: uma mesa posta, e eu ensinando mulheres a dialogar com o marido, a conversar com os filhos, a ter um projeto de vida.
Daquilo nasceu o Seminário Mulher Resiliente, que já reuniu mais de 20 mil mulheres. O tema é sempre o mesmo: transformar dor em força. Porque eu acredito que nenhuma mulher precisa continuar carregando sozinha o peso que carrega.
Por que a política
Em 2022 eu recebi 9.252 votos e fiquei como primeira suplente. Não deu. Mas eu não enxergo aquilo como derrota: enxergo como 9.252 famílias dizendo “continua”.
E foi o que eu fiz. Continuei entrando nas casas, continuei escutando, continuei cuidando. Todos os dias, sem mandato nenhum.
Só que chega uma hora em que a gente descobre um limite. Sozinha, eu ajudo uma família por vez. Com um mandato, eu alcanço milhares. Porque tem sofrimento que a oração conforta, mas só a política pública resolve: a vaga de tratamento, o atendimento psicológico, a creche, a proteção da criança.
Como diz a Palavra, a fé sem obras é morta. A minha fé sempre teve obras. E agora eu quero multiplicá-las.
Eu não cheguei agora querendo o seu voto. Eu cheguei há mais de trinta anos, quando ninguém estava olhando, fazendo o que precisava ser feito.